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Universidade Estadual de Ponta Grossa UEPG
Atualizada em 26/10/2017 11h05

UEPG abre mesa-redonda sobre curricularização da extensão

A mesa-redonda “A curricularização da extensão na UEPG” tem como objetivo contribuir para a reflexão sobre o tema


por Marilia Woiciechowski

As ações voltadas para contribuir na elaboração da minuta que irá subsidiar a realização da curricularização da UEPG têm mais um espaço de trocas de ideias proporcionadas pela mesa-redonda que discute o tema, nesta segunda-feira (23 de outubro), no Auditório do PDE, no Campus de Uvaranas. Trata-se da mesa “A curricularização da extensão na UEPG” que tem como debatedores os professores Miguel Archanjo de Freitas Jr, pró-reitor de Graduação; e Marilisa do Rocio Oliveira, pró-reitor de Extensão e Assuntos Culturais da instituição. O professor Miguel destaca a valorização do momento e da oportunidade de reunir contribuições na iniciativa para a construção a curricullarização da extensão. Alertou os participantes sobre o significado do espaço aberto para se trabalhar (pensar) juntos sobre algumas diretrizes da extensão.

O pró-reitor citou a presença da professora Marilisa Oliveira na mesa para registrar a sua experiência no trabalho com a extensão. Como presidente do Fórum Permanente de Pró-Reitores de Graduação das Instituições Estaduais Públicas de Ensino Superior do Paraná (Progrades) e vice-presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação (ForGrad), o professor Miguel considera o evento em sua ação de colocar os participantes em momento de reflexão sobre o tema – e também a possibilidade de se compartilhar o que vem sendo tratado nesses espaços estaduais e nacionais sobre a extensão. “São experiências valiosas que permitem o debate sobre o tema porque não há como fazer o ensino superior de qualidade sem a reflexão sobre os caminhos do ensino, pesquisa e extensão.

Mentalidade Extensionista

Para a vice-reitora, professora Gisele Alves de Sá Quimelli, o evento traz o compromisso de se entender nas metas alinhadas ao Plano Nacional de Educação (PNE) – a importância de se acompanhar a trajetória histórica e o conceito de extensão proposto no documento. Tratando do tema a partir da experiência somada na sua passagem como diretora de Extensão Universitária da Proex da UEPG e como presidente da Regional Sul do Fórum de Pró-Reitores de Extensão, a Vice-Reitora disse: “É uma satisfação estar aqui – e poder registrar o que vivi e produzi na área. Trago também o conhecimento somado na realização do mestrado e doutorado, quando também realizei estudos sobre extensão universitária”. “O evento é importante porque discutir a curricularização da extensão não é tarefa fácil”.

A professora Gisele observou que na Regional Sul teve a oportunidade de trabalhar com os companheiros pró-reitores muito sobre o tema e de acompanhar o que acontecia na extensão no Brasil. Recordou que em uma reunião, em 2013, em Brasília, quando estavam discutindo e escrevendo a meta 12. “Tenho caneta nessa meta e me lembro bem do que significa em sua abrangência”. Registrou em sua fala: “O objetivo da meta 12 é assegurar no mínimo 10% do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientados prioritariamente para áreas de grande pertinência social”. A partir do momento histórico que viveu – e qual somou conhecimentos sobre curricularização da extensão deixou algumas questões para nortear o debate.

Com a pergunta: “Sabemos o que é extensão?”, a professora observa que há muito professores que trabalham na área e que não sabem o que é extensão. Também não sabem diferenciar nesse contexto programas, projetos, cursos e eventos de extensão. Aqui chamou atenção para a necessidade de se ler e acompanhar o que se discute sobre a área para se refletir sobre os 10% da meta 12 para programas e projetos em extensão universitária, orientados para áreas de relevância social. “Não se trabalha extensão apenas com eventos esporádicos. São atividades que devem ser desenvolvidas em programas e projetos de extensão”. A Pró-Reitor ressalta que, hoje, o que se quer é trazer para dentro das universidades uma mentalidade extensionista.“Quando alcançarmos isso será mais fácil – e todos vão gostar da extensão universitária”. Gisele frisa que os alunos que participam de programas e projetos extensionistas têm outros conhecimentos em sua formação.

Espaço Maker

Da equipe do Nutead (Núcleo de Tecnologia e Educação a Distância) da UEPG), Albino Szesz Neto apresentou no evento o “Espaço Maker – A UEPG mais perto de você,” proposta desenvolvida como projeto na instituição. Responsável pela parte técnica do Nutead, Albino diz que se trata de uma mudança na forma de extensão. A educação que a UEPG vai encontrar nesse espaço traz indicações como: construa suas ideias e faça você mesmo; do aprender de forma científica, inovadora com conhecimento compartilhado; estar em espaços colaborativos para solução de problemas; e produção digital. Albino pontua que se pensa a experiência para UEPG porque ela está em mais de 70 países – em 560 laboratórios pelo mundo.

O técnico enaltece no projeto a oportunidade da produção de ideias em forma colaborativa e aberta - e a tendência mundial da cultura maker. “É entrar na ideia do híbrido – novas formas de ensinar e aprender por meio do uso de tecnologias e de um conjunto de práticas integradas”. No por que se investir no Espaço Maker, Albino coloca a missão da instituição: “A UEPG tem por finalidade produzir e difundir conhecimentos múltiplos, no âmbito da graduação e da pós-graduação, visando à formação de indivíduos éticos, críticos e criativos, para a melhoria da qualidade de vida humana”. Acerca dos objetivos do projeto cita, entre outros, criar o espaço na UEPG; desenvolver materiais didáticos; inserir atividades interativas na instituição; oferecer temáticas de inovação e criatividade; inovação no ensino superior; e a gestão do conhecimento e da tecnologia.

Para Albino, o Espaço Maker vai aproximar a UEPG da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa – e da rede mundial de pessoas que trabalham nesse ambiente. Segundo o técnico, o que se projeta é o funcionamento do espaço no Centro de Convivência do Campus de Uvaranas. A proposta inicial é ter um dia – o chamado Open Day. Outro ponto refere-se à reciclagem de materais eletrônicos. “Os acadêmicos vão ter um espaço de interação. Essa mudança na forma de ensinar leva a outras formas de pensar”. Para Albino, o projeto torna a UEPG pioneira; possibilita startups, e o protagonismo dos alunos. “ O Espaço Maker muda as pessoas que também vão mudar o mundo através dessa interação aberta e coletiva”.

Momentos da Extensão

Ao citar os pontos colocados pela Vice-Reitora da UEPG no evento, a professora Marilisa posiciona que a construção do conceito de extensão não é um exercício novo. Recorda que na história da universidade brasileira fica evidente que há três momentos bem definidos na extensão universitária. Na primeira fase, coloca o corpo discente, representado pela UNE (União Nacional de Estudantes), que assume essa prática no seu formato cultural, socializador e político. O segundo momento está centrado pela representação de governo como uma prática assistencialista. No terceiro momento, em construção ainda, a Pró-Reitor diz que estão instituições de ensino superior, representadas pelos professores, que têm buscado construir uma prática extensionista na perspectiva de um processo articulador da universidade com a sociedade.

Quando conceitua a ação, Marilisa diz que “a extensão universitária é uma atividade acadêmica, articulada de forma indissociável ao ensino, pesquisa e extensão, marcada por um processo educativo, cultural e científico, que valoriza a relação transformadora entre as universidades e a sociedade”. A Pró-Reitor enfatiza que a extensão universitária é a atividade acadêmica capaz de imprimir novos rumos à universidade brasileira e de contribuir significativamente para a mudança da sociedade. Por isso, considera o espaço que reúne os coordenadores de curso, participantes do Núcleo Docente Estruturante (NDE), professores e alunos da UEPG como central na discussão sobre a curricularização da extensão na UEPG.

A realização da mesa-redonda sobre curricularização da extensão na UEPG envolve a participação das pró-reitorias de Graduaçã