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Universidade Estadual de Ponta Grossa UEPG
Atualizada em 11/10/2017 14h47

Fórum aborda dilemas e desafios das licenciaturas


por assessoria de imprensa-UEPG

Os dilemas e desafios da formação de professores foram abordados pela professora Maria Isabel da Cunha, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), na abertura do X Fórum das Licenciaturas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nesta quarta-feira (10), no Cine Teatro Ópera. O evento tem promovido pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Comissão Permanente das Licenciaturas (Copelic) tem o objetivo de oportunizar a reflexão sobre os dilemas e desafios no processo de formação docente, além de abrir espaço para a integração dos acadêmicos dos cursos licenciatura em Artes Visuais, Ciências Biológicas, Educação Física, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Música, Pedagogia e Química.

A palestrante afirma que a questão dos dilemas e desafios na formação docente se apresenta como um tema que, constantemente, convoca o meio acadêmico para discussões e reflexões. Manifestou sua satisfação em ver o auditório do Cine Teatro Ópera lotado por estudantes e professores, enaltecendo a o destaque dado pela UEPG aos cursos de licenciatura. “Não é comum vermos essa preocupação nas universidades. Parece que a universidade não quer mais formar professores e assume outras áreas estratégicas, como mais importantes. Na maioria das vezes as licenciaturas são colocadas em segundo plano”, disse, ao comentar que é bem nítido o lugar das licenciaturas na UEPG. “Vocês demonstram um compromisso público com as demandas das licenciaturas e com a as demandas do nosso povo”.

Para a professora da UFPEL, as questões relativas aos dilemas e desafios da formação docente se constitui em campo inesgotável. “Quanto mais desafios discutimos, mais desafios aparecem”. De início, ela afirma que ao prestar o vestibular e ingressar na universidade, aqueles que se matriculam na licenciatura não escolhem um curso, mas sim uma profissão. Ela coloca a licenciatura entre aqueles campos cuja atuação exige o prazer de trabalhar com gente. “Há pessoas que preferem trabalhar com máquinas, e não há nenhum demérito nisso”, diz, para afirmar que as pessoas que optaram por trabalhar com gente, devem ter a consciência que ingressaram n um terreno nebuloso, que tem a insegurança como valor. ‘É um espaço em constante transformação, que exige saberes básicos e necessários. “Vamos sendo empurrados para a mudança”.

Noutro ponto, a Maria Isabel da Cunha lança dois questionamentos: “’que professor queremos” e “qual o papel da escola”. Diz que os professores trabalham num espaço institucionalizado, diferente dos profissionais liberais”. Esse espaço condiciona a nossa formação e define diferentes formas de atuação, comenta a professora. Ela faz um resgate histórico, lembrando que por muito tempo a educação se restringia ao acesso à escola. A permanência se dava de acordo com os dons de cada um. Comenta ainda sobre a cultura da escola seriada, que continua forte nos dias atuais. “É difícil imaginar uma escola não seriada”, prossegue. Para ela os desafios da formação docente iniciaram quando a escola passou a se preocupar também com a permanência dos alunos. Nesse ponto, ela fala sobre o papel social da escola, que recebe da sociedade a missão da distribuição do conhecimento acumulado historicamente. “A ela cabe passar o conhecimento de uma geração para outra”.

Na abertura, o pró-reitor de Graduação, Miguel Archanjo de Freitas Júnior, destacou o valor das licenciaturas, classificando os alunos que optaram pela profissão de professor como guerreiros que vão encontrar escolas em situação precária, mas mesmo assim vão cumprir sua missão de ensinar. Comentou ainda sobre a situação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID. “É triste ver um programa dessa dimensão com um futuro incerto”, afirmou, o pró-reitor, referindo-se aos cortes de recursos do PIBID e cancelamento de bolsas.

A vice-reitora Gisele Alves de Sá Quimelli ressaltou a dedicação a professora Olinda Thomé Chamma na realização do Fórum, este ano em sua décima edição. “Para nós, falar desse evento significa lembrar da professora Olinda e a sua persistência na construção desse fórum que tem o objetivo de alavancar o debate sobre a formação de professores”. Sobre o tema do fórum, ressaltou a necessidade de enfrentar os dilemas e superar os deságios que se impõem na formação de professores em sintonia com a realidade das escolas. “O que acontece nas escolas é nossa preocupação sim”, diz.

O Coro Cidade de Ponta Grossa apresentou-se no momento culturao do Fórum, sob  a regêmncia da maestrina e professora Carla Roggenkamp.

Fórum aborda dilemas e desafios das licenciaturas